Visitando a fazenda de café Monthal Farm no Rio de Janeiro

Você sabia que é possível conhecer um cafezal no Rio de Janeiro? O Café Monthal Farm, conhecido por sua produção de altitude acima de 800 metros, está de portas abertas para receber estudiosos, baristas e coffee lovers de todos os níveis. Nós estivemos por lá em junho deste ano e contamos nossa experiência.

Se você é um apaixonado por café, certamente tem muita curiosidade em saber como é feito todo o processo de produção desse alimento, tão consumido pelos brasileiros e por pessoas no mundo todo. Muita gente não faz a menor ideia de que o café é oriundo de uma frutinha de cor vermelha (às vezes amarela), que surge de uma florzinha delicada e perfumada e que até chegar em nossas xícaras atravessa um longo caminho do campo à mesa.

Há algumas semanas, visitamos um cafezal pela primeira vez e foi uma experiência muito transformadora. Primeiro, porque nunca havíamos visto com nossos próprios olhos um pé de café carregado de cerejinhas. Segundo porque ao sairmos da nossa zona de conforto, na cidade grande, a gente percebe a longa cadeia que compõe o ciclo do café. Até que ele chegue na xícara, é plantado, cuidado, colhido, selecionado, estocado, até que seja torrado, ensacado e entregue aos consumidores.

café sendo feito na chaleira, em fogão a lenha, com fumaça ao fundo

Localizada no município de Bom Jardim, região serrana do Rio de Janeiro, a Fazenda Goiabal possui 216 hectares, sendo 45 deles exclusivos para a produção de café. Lá, produzem microlotes do café Monthal Farm, que também é vendido para outras marcas maiores, sendo considerado um dos melhores cafés especiais do Rio de Janeiro.

A história da fazenda se entrelaça com a história da mulher que está a frente do negócio, Eleonora Erthal. É ela quem nos convida desde o primeiro momento em que pisamos na fazenda para tomar uma xícara de café coado, passado em fogão a lenha. Simpática e com aquele brilho nos olhos típico dos empreendedores natos, ela nos conta de cara por que começou a trabalhar com o café. Mesmo diante de tantos desafios e percalços como mudanças climáticas e safras que não rendem tanto quanto deveriam, ela sabe que tem em mãos um dos nossos maiores tesouros nacionais.

Quando a família decidiu abrir as portas da fazenda para visitações, tiveram como objetivo aproximar as duas pontas da equação: produtor e consumidor. E faz muito sentido quando a gente pensa que, apesar de sermos um dos maiores consumidores e produtores de café do mundo, conhecemos muito pouco do processo. E isso faz com que a gente acabe não valorizando tanto esse produto como deveríamos, o que nos leva a aceitar e consumir cafés de baixa qualidade.

“Será uma oportunidade ímpar para o público ter acesso ao um visual deslumbrante que são os cafezais nessa época, bem como entender todo o processo da planta a xícara”, conta Eleonora.

Após um generoso café da manhã que deixou todo mundo pronto pra aventura do dia, seguimos de caminhonete rumo aos cafezais. Ao longo do trajeto, que dura cerca de 15 minutos, fomos conversando com Emerson Freitas, coffee hunter, sócio-fundador da Moccato e apaixonado por café. Ainda no balanço da boleia, ele foi nos contando curiosidades e adiantando um pouco do que veríamos ao longo da visita.

Além dos cafezais, vimos de pertinho os terreiros de secagem do café. Na Monthal Farm eles trabalham com dois processos: terreiro suspenso e terreiro de chão. Como é incrível pegar no café ainda cru, por vezes ainda úmido, que vai aos poucos se transformando.

A parte final do passeio consiste em degustar o café fresquinho em diferentes métodos de preparo, desde o tradicional café coado no papel até outros métodos que estão na moda. Nesse momento, teve muita gente de queixo caído em relação aos detalhes para fazer uma boa xícara do pretinho. Alguns exemplos:

– não deixar a água ferver como muita gente costuma (água em temperatura muito quente simplesmente QUEIMA o café)
– é preciso ESCALDAR o filtro de papel antes de colocar o pó e “passar o café” (se você não escalda, toda a goma do papel acaba ficando ali, juntamente com o pó e interfere no sabor da sua bebida)
– existe um tipo certo de moagem do grão pra cada método

Por fim, levamos todos uma belíssima lembrança pra casa: um pézinho de café pra chamar de nosso.

O próximo passeio já tem data marcada: 24 de agosto. A programação inclui almoço, lanche, visita às instalações de produção de café, conversa com os proprietários e roda de bate-papo com o Emerson.

A visita à Fazenda Monthal Farm foi um oferecimento da Moccato, empresa que entende a importância de valorizar o trabalho do homem do campo e que proporciona a nós, consumidores finais, uma experiência positiva, sem explorar nenhum ativo da cadeia. Ao adquirir um café da Moccato, você tá colaborando pra que essa cadeia de produção continue ativa e sustentável, como deve ser.

Publicamos no IGTV um resumo da experiência. Se você ficou curioso e quer ver um pouquinho, é só clicar aqui pra assistir.

Serviço – Visita à Fazenda Monthal Farm

Data: 24/08
Horário: 09h às 17h
Preço: R$ 350 com transporte (confirmar o horário de saída do RJ)
Forma de pagamento: cartão de crédito ou depósito em conta 
Acessibilidade: acolhimento para cadeirante, pessoas com necessidades especiais e idosos
Inscrições: querofalar@moccato.com.br

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