Coffeeaholic: experiência sensorial para os apaixonados por café no Sofá Café RJ. Mais em http://gordelicias.biz.
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Coffeeaholic: experiência sensorial para apaixonados por café no Sofá Café RJ

Quando recebi o convite do Sofá Café aqui do Rio para participar de uma experiência sensorial com café, o coração chegou a bater mais forte. Já morria de amor pelo lugar, pelo assunto e é claro que topei na hora, contando os minutos pra participar. O espaço é um dos locais mais bacanas para degustar cafés especiais na cidade, por isso o Coffeeaholic já nasce sendo uma atividade pra lá de interessante. Estamos falando de um programa de vivências sensoriais que acontecem com a loja em pleno funcionamento.

Conhecendo o Sofá Café RJ

Localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, bem atrás do Belmond Copacabana Palace. A poucos metros do metrô Siqueira Campos e da Praia de Copacabana. Super tranquilo de chegar! A sensação ao entrar na loja, sentar confortavelmente e saborear uma deliciosa xícara de café (acompanhada ou não de outras delícias como bolos e sanduíches) é muito gostosa. É como se a gente pudesse pausar o relógio da vida pra dar aquela relaxada. O espaço é aconchegante e a decoração te convida a querer explorar cada vez mais esse universo tão rico e fantástico do café.

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A unidade foi eleita por duas vezes como a melhor cafeteria da cidade, pelos prêmios Comer e Beber, da revista Veja Rio, e Noite de Gala da Gastronomia, organizado pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito. Todos os grãos servidos por lá são especiais, de alta qualidade. Outra informação que é bacana de destacar: todos os funcionários são baristas, treinados pela casa no projeto Baristando.

Mas voltando ao Coffeeaholic. Participei do módulo “Personalidade dos Métodos, onde o participante tem a chance de experimentar o mesmo grão extraído por quatro métodos de preparo diferentes. Quem nos recebeu na ocasião foi uma das sócias, Carmen Ururahy. Muito atenciosa e querida, Carmen faz questão de iniciar a experiência contando um pouco da história do café e falando sobre os métodos de preparo utilizados no módulo. São eles: Hario, Frenchpress, Chemex e Aeropress.

Vou falar de cada método a seguir mas aproveito pra frisar que essa variedade de preparos é muito legal principalmente pra quem acha que não faz diferença usar x ou y na hora de fazer o café. COMO FAZ DIFERENÇA. E aí é questão de gosto, sabe? Um café mais forte, encorpado, com óleo do grão, aroma mais acentuado… Super válido perceber essas variações!

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Desbravando os métodos de preparo

Hario v60
A japonesa possui ranhuras no interior do filtro que facilitam a expansão do pó de café no momento da coagem e faz com que os grãos absorvam bem a água. A hidratação completa do café garante uma bebida com extração homogênea.

Frenchpress
Criada no séc. XIX, mas em 1929 o designer italiano Attilio Calimani registrou a patente e, em 1993, vendeu para uma empresa suíça. É um método de infusão que mistura o café com água aquecida e a separa por um êmbolo. O resultado é uma bebida aromática, intensa e com muita cafeína.

Chemex
Criada em 1941, nos EUA, pelo químico alemão Peter Schlumbohm. O desenho é semelhante a um balão de vidro Pyrex com uma boca larga em forma de cone formando uma parede tripla em um dos lados. Este é o detalhe que faz toda a diferença. O café fica mais leve e sem resíduos, resultando em uma xícara limpa.

Aeropress
Alia o café coado com a pressão, extraindo sólidos solúveis que não são dissolvidos pela força da gravidade. O resultado é uma bebida bastante saborosa e aromática. Criada pelo inventor de brinquedos Alan Adler, nos EUA, começou a ser comercializada em 2005 e tornou-se a queridinha dos amantes de café. Encanta a todos por extrair um café coado com características do expresso.

 A experiência Coffeeaholic passo à passo

O café que experimentamos foi o Catuaí Vermelho, que tem pontuação 85. É um café caramelado, levemente ácido, com notas de avelã. Produzido na Fazenda Egoagrícola, a 1.100 metros de altitude, na Serra do Cabral/MG.

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O programa segue uma sequência que se inicia pela Hario v60. Por sinal, esse é um dos meus métodos preferidos para o preparo do café. Comprei o meu na última viagem que fiz e desde então se tornou o meu xodó. É interessante frisar que as ranhuras no interior do “coador” facilitam a expansão do pó de café no momento da coagem e faz com que os grãos absorvam mais água. Com isso, há hidratação completa do café, o que garante uma bebida mais incorporada e homogênea.

Em seguida, os participantes degustam o café na Frenchpress. Esse é um dos métodos mais conhecidos e também o que causa mais confusão na hora do preparo. O aparelho é criação do italiano Attilio Calimani, registrado por uma empresa suíça em 1933. Como não há filtro de papel, mas uma “tela” aramada que faz a “coagem”, a Frenchpress faz uma infusão que mistura o café com a água aquecida e depois o separa no copo. O grão precisa ser moído numa espessura mais grossinha do que a convencional, justamente por conta desse filtro. O resultado desse preparo é uma bebida mais “bruta” e “pesada”.

O terceiro tempo é feito na Chemex. Confesso que sou apaixonada pelo visual desse método. O aparelho em si é super lindo e o resultado é uma bebida leve e sem resíduo. Criado nos Estados Unidos, em 1941, o método utiliza um filtro de papel grosso e dobrado em forma de cone, formando uma parede tripla em um dos lados. Este detalhe garante a suavidade do sabor ao final do preparo, resultando no que chamamos de “bebida de xícara limpa”.

Por fim, o café é preparado na Aeropress. A aparência é de uma grande seringa e muita gente não bota fé que aquela jeringonça faz um café gostoso. Por isso, amigos, não julguem um livro pela capa. Na Aeropress se faz um incrível café coado com características de espresso! O resultado desse métido é uma bebida aromática, extraindo sólidos solúveis que não são dissolvidos pela força da gravidade. Criado nos Estados Unidos, em 2005, é um dos métodos mais procurados por conta da praticidade (mesmo tendo que fazer uma força danada pra empurrar o êmbolo).

 

Em cada etapa, os participantes tomam nota de suas impressões em uma tabelinha onde é possível assinalar características de aroma, acidez, sabor e retrogosto. Essa é um dos momentos mais bacanas porque a gente acaba trocando opiniões e olhares sobre o mesmo assunto.

Se eu curti a experiência? AMEI e super recomendo não somente pra quem quer aprender mais sobre o assunto mas também pra quem não bebe café porque acha que é tudo amargo com gosto de carvão. O custo desse módulo é de R$ 80,00.

Há ainda outros quatró módulos, são eles: “Café Coado”, “Espresso”, “Infantil” e “Coffee Star”. Em todos, o Sofá Café utiliza apenas grãos especiais, com aroma, cor, sabor e tamanho acima da média.

Sofá Café

Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 300, Loja A. Copacabana, Rio de Janeiro
Segunda a sábado, de 8h às 21h
(21) 2543-9107

Raquel Arellano

Fã de cozinha prática e feita com amor. É apaixonada por maionese, pão com ovo e carne assada. Na cozinha, se aventura pelos doces e salgados, com uma leve queda para os açúcares da vida.

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