Gordelícias Indica

Tomates Secos Basílio

Hoje é dia de compartilhar com vocês uma das coisas mais gostosas que eu já comi na vida. E sabe o que é melhor? Foi feito com muito carinho pelo pai de uma amiga, que mora em uma das terras mais bonitas desse Brasil: o Maranhão!

A Mariana foi uma doce surpresa da internet. Não lembro como a gente começou a se falar mas sei que foi por conta das duzentas e cinquenta amigas que temos em comum. Um belo dia, ela veio ao Rio de Janeiro e a gente saiu pra tomar uma cerveja. E a amizade nasceu por aí… <3

Então que no feriado de finados ela apareceu aqui pelo RJ de novo e me trouxe um presente mais que especial: dois potinhos de tomate seco caseiro, feitos pelo pai. Ela tinha falado tão bem dos tomates que eu fiquei super na ansiedade pra prová-los.

E, minha nossa senhora, que coisa gostosa. Com vocês as fotos e a história dos tomates:

(Rezo pelo dia em que foto vai poder transmitir cheiro e sabor pelo monitor)

“Comecei a fazer tomate seco no forno do fogão lá de casa [em 2009], com a porta entreaberta para conseguir uma temperatura próxima à ideal, entre 60 e 65º. Foi por curiosidade (sempre gostei de cozinha) mas também, para fugir da acidez do tomate seco convecional industrializado. No começo, seguia receitas colhidas na internet. Na verdade, para fazer qualquer receita, procuro várias com as devidas variantes, analiso e faço uma média. Com o tomate foi a mesma coisa, uns mandandavam colocar mais sal, outros isso, outros aquilo. Aí decidi estudar o assunto mais a fundo, desde a higienização do tomate, passando por técnicas de desidratação, conservação, etc., por meio de um curso sobre tomate seco (apostila e DVD) de uma faculdade de Minas, se não me engano. Também mandei vir um desidratador e abandonei o forno do fogão.

Tomates na bandeja, prontos pra entrar no desidratador.

Assim, comecei a fazer testes sobre as quantidades de açúcar, sal e etc. Depois de ter o controle sobre essa etapa, comecei a produzir com uma certa regularidade e o tomate caiu nos gosto ds pessoas (talvez por não ter acidez e ser feito com produtos de primeira – é feito com tomate “Cajá” e conservado em azeite extra virgem, com alho, óregano e alguns temperos especiais).

O caminho futuro é criar uma linha gourmet: tomate seco com mozarela de búfala, com linguiça desmanchada, etc. Cheguei a experimentar um com pimenta do reino em grão. Ficou muito interessante, mas não para o mercado daqui…”

Em São Luís, os tomates secos são vendidos na Frutaria Maçã Verde (Av. Daniel de La Touche, 2002) e no Emporium do Forte do Pescado (Av. dos Holandeses, próximo à entrada da praia de São Marcos).

E-mail para contato: [email protected]

Raquel Arellano

Raquel Arellano

Fã de cozinha prática e feita com amor. É apaixonada por maionese, pão com ovo e carne assada. Na cozinha, se aventura pelos doces e salgados, com uma leve queda para os açúcares da vida.
Raquel Arellano